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Personalidades

Abade Pedrosa

 

Era filho de Angelina Amália da Fonseca Pedrosa e do Dr. Joaquim Anacleto da Silva Pedrosa, este foi médico e grande amigo de Camilo Castelo Branco. O Abade nasceu em 30/11/1848 e faleceu em 09/02/1920.
Em 1866 entra para o seminário do Porto. A 30 de Maio de 1874 é ordenado Padre e a 19 de Julho do mesmo ano é nomeado para a paróquia de Santo Tirso.
Em 1883 manda limpar e fotografar a epígrafe latina inserta numa parede do claustro do Convento de Santo Tirso.
O Abade foi grande amigo dos Arqueólogos Martins Sarmento – este de Guimarães e de Possidónio da Silva – este de Lisboa.
Em 1885 ocorrem os achados arqueológicos no Monte dos Saltos e o Abade é convidado por Martins Sarmento a verificarem esses achados. As Escavações em Moure foram dirigidas pelo Abade Pedrosa, Martins Sarmento e Abade de Tagilde.
A convite do Abade Pedrosa e Possidónio da Silva, visitam o Mosteiro de Roriz. Neste mesmo ano o Abade Pedrosa é eleito Presidente do Defininório da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso, cuja eleição se repetiu várias vezes. Graças ao bairrismo e influência do Abade Pedrosa se deve a estância de Nossa Senhora da Assunção, a construção do Hospital, a Escola Primária e a florestação do Monte da Assunção. Ao Abade também se deve o restauro dos claustros do nosso Mosteiro cujas obras foram custeadas por Costa e Sá e José Luís de Andrade.
Ao Abade se deve, ter mandado construir dois memoriais, para evocar os combates militares relacionados com as guerras liberais erguidas no exacto local desses combates, um no Montinho junto ao cemitério e o outro junto há ex-ponte da Reboreda.
Ao Abade se deve, ter adquirido numa velha ourivesaria do Porto, a Custódia em prata para a Confraria do Santíssimo Sacramento, peça que tinha pertencido ao antigo Convento Beneditino de Santo Tirso, a sua aquisição custou 112$00 em 1887.
Ao Abade Pedrosa se deve a descoberta da origem romana de Santo Tirso como provaram achados nos terrenos da Quinta da Devesa.

 

Abel Alves de Figueiredo

 

Era natural de Carregal do Sal, casado com Juvelina Bizarro Soares e tiveram um filho com o nome de Abel Bizarro de Figueiredo. Abel Alves de Figueiredo veio para Santo Tirso, interessado nos Têxteis, tendo-se hospedado no então Hotel Caroço. Faz sociedade com o seu cunhado, João Bizarro Soares, sendo construída a Fábrica Atma nas Caldas da Saúde,embora pertença a Famalicão. Esta sociedade tem curta duração, e Abel Alves de Figueiredo funda a firma Abel Alves Figueiredo, em São Bento da Batalha, fábrica essa entre as fábricas A. Félix e Joaquim Rodrigues e faz com este sociedade que também teve pouca duração com litígio em Tribunal.
Foi em São Bento da Batalha na sua residência dentro dos terrenos da fábrica que nasceu o filho, Abel Bizarro de Figueiredo. Para comemorar o nascimento do filho o Sr.  Figueiredo abriu ao público as portas da fábrica, todos os exteriores estavam iluminados e decorados com flores e a cada visitante era-lhes oferecido dois cartuchos, um de doce branco e outros de doce amarelo. A espaços era lançado um balão com iluminação exterior. Esta festividade aconteceu em 1936 e os doces foram fornecidos pela pastelaria Cavadas na data situada na Rua Sousa Trepa. Poucos anos volvidos Abel Alves de Figueiredo constrói em Tarrio – Santa Cristina do Couto, uma nova fábrica, tendo um só salão, o da esquina quem vai para a Serra 200 metros de comprimento por 20 de largura com iguais medidas subterrâneas. Este salão nunca chegou a ser utilizado e nos restantes salões funcionavam a fiação e tecelagem. A fiação produzia mais que todas as fiações do norte do país a tecelagem produzia 40 quilómetros de tecido por dia. Ao lado do grande salão que nunca foi ocupado, montou uma gigantesca serralharia  e passou a fazer as máquinas para a sua industria e montou várias tecelagens e fiações em Portugal. O seu grande objectivo era fazer automóveis e pediu ao Governo Português a devida autorização para a montagem da respectiva linha de montagem e também a montagem de altos-fornos para a produção de aço o que lhe foi negado pelo Governo Português, chefiado por Salazar, no entanto conseguiu montar na sua serralharia um pequeno automóvel para o seu filho, Abel Bizarro Figueiredo que com 5 anos guiou esse carro pelas ruas de Santo Tirso com grande pompa e pela seguinte ordem: Na frente vinha Francisco Machado no seu carro, a seguir vinha o filho Abel Bizarro Figueiredo no seu carrinho, atrás noutro carro seu pai e sua mãe Abel Alves Figueiredo e Juvelina Bizarro Soares e por ultimo no seu carro Raul Nogueira Maia.
Assim Abel Alves de Figueiredo provou que era capaz de fazer automóveis. A pedido de Ricardo Ferreira Areal, comprou os terrenos do actual Estádio do Futebol Clube Tirsense,  foi benemérito de várias Instituições.

 

Amândio Machado Monteiro

Ele e suas irmãs naturais de Santo Tirso, viviam na Quinta de Argemil, que é banhada pelo Rio Ave. O prédio em que morava era centenário.
Era homem bom, sempre de sorriso aberto, amigo do amigo, vestia à marialva, com o seu chapéu baixo de aba larga e calça em forma de funil. Era conhecido por o Amandinho da Argemil. Impulsionador da abertura da estrada de Santo Tirso a Lousado, pela Várzea do Monte tendo cedido terrenos para esta ligação.

 

Angêlo Andrade

 

Era natural de Santo Tirso e funcionário do Tribunal de Santo Tirso. Colaborou em várias publicações que no seu tempo eram produzidas em Santo Tirso, tais como o jornal “O Peto humorístico”. Foi dos principais responsáveis pela apresentação da Revista Tirsense “Sonhei Contigo” cuja apresentação, entre a 1ª com várias recitas e a 2ª também com várias recitas, houve um interregno de 25 anos.

 

Bernardino Alves Barbosa Santarém

 

Foi o primeiro Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso; Presidente da Câmara Municipal e Presidente da Junta de Freguesia de Santo Tirso.

 

Carlos Manuel Faya Santarém

 

Era natural de Santo Tirso, grande bairrista, frequentou a Faculdade de Direito não chegando à formatura. Foi funcionário até à reforma da Comissão Municipal de Turismo, a ele se devem as realizações das desfolhadas minhotas na eira da Escola Agrícola.
Nos congressos de Etnografia que se realizaram em Santo Tirso, Carlos Manuel Faya Santarém foi sempre Secretário Geral, tendo o último congresso internacional sido considerado, no mundo científico, como um dos mais importantes realizados.
Publicou no Jornal de Santo Tirso e Semana Tirsense diversos artigos de Arqueologia e História de Santo Tirso. Foi também responsável pelo departamento das Relações Exteriores da ex – Fábrica de Pneus Fapobol, hoje Camac.

 

Comandante Francisco Festa

 

Foi comandante dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso (Vermelhos) e criou a secção de ginástica onde dava aulas de ginástica aos bombeiros. Foi ele que mandou construir o antigo Hotel Tirsense, que foi explorado por ele e pela família.

 

Comendador Abílio Ferreira de Oliveira

 

Era natural de S. Martinho do Campo, filho de gente pobre. O seu início de vida foi negociar em batatas, razão porque era conhecido por Abílio Batateiro.
Com o começo da Segunda Guerra Mundial comprou uns teares e começou a produzir tecido e assim foi aumentado a sua pequena indústria e com o seu dinamismo, construiu uma grande empresa em São Martinho do Campo denominada – Flor do Campo, para além de outras que foi adquirindo, tornando-se grande industrial no norte do país.
Foi grande benemérito de várias instituições, por isso era Comendador. O edifício dos Correios de São Martinho do Campo foi mandado construir por ele, foi presidente do Futebol Clube Tirsense por duas vezes, na última na 1ª divisão.

 

Comendador António Maria Lopes

 

Foi Provedor do Hospital de Santo Tirso, grande benemérito do Hospital e da Basílica da Senhora da Assunção.
Mandou construir um bairro de 9 casas na Rua José Luís de Andrade. Era proprietário de várias padarias no norte, tendo uma em Santo Tirso. A padaria de Santo Tirso denominava-se por “Padaria Modelar” sita na Praça Conde São Bento.

 

Conde de S. Bento

 

Nasceu a 28 de Agosto de 1807 na “Quinta de Poldrães” na freguesia de Vila das Aves, concelho de Santo Tirso. Manuel José Ribeiro era filho de modestos caseiros daquela quinta que se chamavam Domingues José Ribeiro e Rosa Maria Martins.
Em 1818 com apenas 11 anos de idade consegue autorização do seu pai e emigra para o Brasil. Perto da ilha da Madeira o barco onde viajava é assaltado por piratas e Manuel Ribeiro é obrigado a regressar a Portugal. No ano seguinte, em 1819 emigra novamente e após um naufrágio chega a Belém do Pará onde com muito trabalho faz fortuna.
Em 1874 Manuel José regressa a Portugal, com 46 anos de idade, solteiro e fixa residência na então Vila de Santo Tirso, na actual Praça Conde São Bento. Manuel José era agora detentor de uma avultada fortuna, fruto de 46 anos de trabalho.
Na Vila de Santo Tirso era conhecido por “O Brasileiro” e era conhecida por todos a sua generosidade.
Em 1875 foi agraciado com a Comenda de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
Em 1881 por Decreto-Lei de 20 de Janeiro o Comendador Ribeiro foi agraciado com o título de Visconde de São Bento.
Em 1882 o Visconde de São Bento comprou a Casa e a Quinta do Mosteiro e doou-as à Santa Casa da Misericórdia para aí ser instalado um Asilo Agrícola. Actualmente na Quinta do Mosteiro está instalada a Escola Profissional Agrícola Conde de São Bento.
A 03 de Janeiro de 1886 foi inaugurada uma ampla escola para ambos os sexos, mandada construir e mobilada pelo próprio Visconde que doou à Junta de Freguesia de Santo Tirso e onde actualmente funciona a Escola EB 1 Conde de São Bento.
A 06 de Maio de 1886 por Decreto-Lei o Visconde foi elevado à categoria de Conde de São Bento.
Em 28 de Agosto de 1891 foi inaugurado o primeiro Hospital de Santo Tirso que o Conde mandou construir, que mais tarde foi Liceu, Biblioteca, Escola de Música, Círculo Judicial e onde actualmente estão instalados os Serviços Sociais da Câmara Municipal de Santo Tirso e a Polícia Municipal. Os terrenos onde hoje se encontra o Parque D. Maria II foram cedidos pelo Conde de São Bento à Vila de Santo Tirso.
O Conde mandou ainda construir o Club Thyrsense, a Fábrica de Santo Tirso, a primeira empresa industrial da Vila, fez vários benefícios à Igreja e reedificou a Capela do Senhor dos Passos, entre muitas outras coisas importantes que fez por Santo Tirso e por todos os Tirsenses.
A 28 de Agosto de 1892, dia em que o Conde celebrava 85 anos de idade, foi inaugurada a sua estátua no Largo Coronel Baptista Coelho em frente ao Hotel Cidnay. O acto foi acompanhado de muitos festejos públicos, fogo de artifício, música e muito calor humano. A inauguração teve uma particularidade importante, a presença do próprio homenageado.
A estátua mostra o Conde de São Bento em pé, com a farda inerente ao seu título, a mão direita pousada sobre o peito e a mão esquerda apoiada no plinto sobre o qual está deposto o chapéu armado. A fisionomia do Conde foi reproduzida com fidelidade.
O Conde de São Bento faleceu a 26 de Março de 1893 pelas 10h15m após ter recebido os sacramentos da igreja pela mão do Abade Pedrosa.
Mais tarde a estátua do Conde de São Bento foi transferida para a Praça Conde de São Bento.

 

Coronel Baptista Coelho

 

O Coronel Baptista Coelho era natural de Santo Tirso.
Combateu na Guerra de África. Combateu na 1ª Guerra Mundial em território francês na Flandres. Tinha inúmeras condecorações, ganhas na Índia, África e França, e entre elas tinha a mais alta condecoração do país, ou seja, a Torre e Espada com colar.
Foi deputado da Nação e Ministro da pasta das Colónias.

 

D. Zulmira de Azevedo

 

Professora primária dedicada ao ensino.

 

Domingos Moreira

 

Responsável pela construção do Hospital de Santo Tirso com base em legados do Conde de São Bento.

 

Dr. Alexandre Córdova

 

Jurista e republicano, preso pela PIDE, investigador da vida de São Rosendo.

 

Dr. Alexandre Lima Carneiro

 

Médico e Presidente da Câmara Municipal, responsável por grandes obras de urbanização e modernização da cidade.

 

Dr. António Fânzeres

 

Médico pioneiro na conservação do plasma e fundador do Banco de Sangue do Hospital de Santo António.

 

Dr. António Lemos de Sampaio Carvalho

 

Professor e dirigente escolar, participou em congressos pedagógicos e promoveu atividades educativas.

 

Dr. Ferreira Lemos

 

Advogado e republicano.

 

Dr. José Cardoso de Miranda

 

Médico que prestava consultas gratuitas a pessoas carenciadas.

 

Dr. José Vieira da Silva

 

Médico e Presidente da Comissão Municipal de Turismo.

 

Dr. Maria do Carmo Freitas Costa Azevedo

 

Dedicou a vida à caridade e fundou uma unidade de saúde que deu origem à Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso.

 

Dr. Raúl Augusto Castro Fernandes

 

Médico e diretor clínico do Hospital de Santo Tirso.

 

Dr. Rodrigues Ferreira

 

Médico e deputado.

 

Francisco Candido Moreira da Silva

 

Presidente da Câmara Municipal, pioneiro na introdução de água e eletricidade ao domicílio em Santo Tirso.

 

Joaquim Pires Fernandes

 

Professor primário e benemérito da instrução.

 

José Bento Correia

 

Fundador do Jornal de Santo Tirso.

 

José Cavadas

 

Pintor paisagista com obras expostas em museus nacionais.

 

José Luís de Andrade

 

Benemérito que doou a Escola Agrícola à Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso.

 

Manuel Eduardo de Sousa

 

Fotógrafo e benemérito da Basílica da Senhora da Assunção.

 

Mario David Ribeiro da Silva

 

Pintor de paisagem e retrato com várias exposições.

 

Óscar Verne

 

Proprietário responsável pela eletrificação de caminhos públicos locais.

 

Prof. Dr. António Faria Carneiro Pacheco

 

Ministro da Educação Nacional e diplomata internacional.

 

Prof. Dr. Eduardo Carneiro Pacheco

 

Cardiologista e professor universitário.

 

Prof. Dr. Joaquim Alberto Pires de Lima

 

Professor catedrático e cirurgião, autor de centenas de trabalhos científicos.

 

Prof. Torcato Portelo

 

Professor primário e dirigente dos Bombeiros Voluntários Tirsenses.

 

Rufino Cavadas

 

Funcionário público e pintor paisagista.

 

Soeiro Mendes da Maia

 

Senhor do Couto de Santo Tirso, ligado à fundação medieval do território.

 

Sousa Cruz

 

Industrial e benemérito, fundador de grande empresa tabaqueira no Brasil.

 

Sousa Trepa

 

Fundador do jornal “Semana Tirsense” e secretário da Câmara Municipal.

 

Tomaz Pelayo

 

Pintor e professor de desenho com obras expostas em Portugal e Paris.

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